Alerta contra erros / iPródigo

•12/04/2012 • Deixe um comentário

por John MacArthur Jr.

 

Por que muitos evangélicos agem como se os falsos mestres na igreja nunca pudessem ser um problema sério nesta geração? Muitos parecem estar convencidos de que “rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Apocalipse 3.17).

 

Na verdade, a igreja hoje é possivelmente mais suscetível aos falsos mestres, aos sabotadores doutrinários, e ao terrorismo espiritual que qualquer outra geração na história da igreja. A ignorância bíblica dentro da igreja parece ser mais profunda e mais espalhada que em qualquer outra época desde a Reforma Protestante. Se você duvida, compare o sermão típico de hoje com um sermão aleatoriamente escolhido de qualquer grande pregador evangélico anterior a 1850. Também compare a literatura cristã de hoje com quase tudo publicado por editoras evangélicas há cem anos ou mais.

 

O ensino bíblico, mesmo nos melhores lugares hoje, tem sido deliberadamente facilitado, feito tão vago e raso quanto for possível, supersimplificado, adaptado ao mínimo denominador comum – e então formatado para criar apelo em pessoas com déficit de atenção.

 

Os sermões são quase sempre breves, simplistas, cobertos de referências à cultura pop o quanto for possível, saturados com anedotas e ilustrações. (Piadas e histórias engraçadas retiradas de experiência pessoal têm vantagem em relação a referências e analogias retiradas da própria Escritura). Os tópicos típicos de sermão são grandemente ajustados para favorecer questões antropocêntricas (como relações pessoais, vida de sucesso, autoestima, listas de como fazer, e por aí vai) – até a exclusão de muitos dos temas doutrinários da Escritura que exaltam a Cristo. Em outras palavras, o que muitos pregadores contemporâneos fazem é virtualmente o oposto do que Paulo descreveu quando disse que nunca deixou de “anunciar todo o conselho de Deus” (Atos 20.27).

 

Não apenas isso, mas aqui está como Paulo explicou sua abordagem  como ministro do Evangelho, mesmo entre os pagãos incrédulos da mais libertina cultura romana:

 

wolf_in_sheeps_clothingE eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. (1 Coríntios 2.1-5)

 

Note que Paulo deliberadamente se recusou a adaptar sua mensagem ou ajustar seu anúncio para se encaixar no padrão filosófico ou gostos culturais dos coríntios. Quando ele diz mais tarde na epístola, “e fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus… Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei … Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9.20-22), ele estava descrevendo como se fez um servo de todos (v.19) e um companheiro daqueles a quem tentava alcançar. Em outras palavras, ele evitou se fazer uma pedra de tropeço. Ele não estava dizendo que adaptou a mensagem do Evangelho (que ele claramente disse que é uma pedra de tropeço – 1.23). Ele não adaptou os métodos para ser agradável aos gostos de uma cultura mundana.

 

Paulo não pensava em satisfazer as preferências de uma geração em particular, ele não usou qualquer artifício para ganhar atenção. Qualquer que seja o antônimo que você possa pensar para a palavra showman, esse provavelmente seria uma bela descrição do estilo do ministério público de Paulo. Ele queria deixar claro a todos (incluindo aos próprios convertidos de Corinto) que vidas e corações são renovados por meio da Palavra de Deus, e nada mais. Desta forma, eles começariam a entender e apreciar o poder da mensagem do Evangelho.

 

Traduzido por Josaías Jr | iPródigo – texto original

iPródigo | Alerta contra erros.

Recuperando o Evangelho de sua humilhação / iPródigo

•28/02/2012 • Deixe um comentário
Por Ray Ortlund

Por Ray Ortlund

Uma onda de avivamento autêntico passa sobre a igreja quando três coisas acontecem juntas: o ensino das grandes verdades do Evangelho com clareza, a aplicação com poder espiritual dessas verdades à vida das pessoas, e a extensão dessa experiência a um grande número de pessoas. Nós, evangélicos, precisamos urgentemente de um avivamento assim hoje. Precisamos recuperar o Evangelho.

Imagine a igreja evangélica sem o Evangelho. Eu sei que isso não faz sentido, afinal os evangélicos são definidos pelo Evangelho. Mas tente imaginar isso por um momento. Com o que nosso evangelicalismo, sem o Evangelho, talvez parecesse? Teríamos de substituir a centralidade do Evangelho com outra coisa, naturalmente. Então, o que poderia tomar o lugar do Evangelho em nossos sermões, livros, áudios, EBDs, estudos de pequenos grupos e, acima de tudo, em nossos corações?

Um monte de coisas, possivelmente. Uma absorção introspectiva na recuperação de traumas emocionais, por exemplo. Ou uma devoção apaixonada pela causa pró-vida. Ou uma manipulação confiante das modernas técnicas de administração. Ou um direcionamento para o crescimento e “sucesso” da igreja. Ou uma preocupação profunda com a instituição da família. Ou uma fascinação pelos dons do Espírito mais incomuns. Ou um apelo engenhoso ao consumismo ao se oferecer certo tipo de Cristianismo Light, com sacrifício zero. Ou um simpático, empático e adocicado cultivo das relações interpessoais. Ou a determinação de trazer o país de volta a suas raízes cristãs por meio do poder político. Ou uma calorosa afirmação de autoestima. O movimento evangélico, privado do Evangelho, talvez se concentrasse em uma ou muitas dessas preocupações a fim de definir-se e tirar energia para sua missão. Em outras palavras, os evangélicos poderiam marginalizar, ou mesmo perder, o Evangelho e ainda continuar seu caminho, talvez sem perceber sua perda.

Evangelicalismo sem evangelho

Evangélicos sem evangelho

Mas isso não apenas é possível: está realmente acontecendo entre nós neste momento. Indiferente ao que alguém possa pensar das várias preocupações listadas acima como alternativas à centralidade do Evangelho – e alguns desses assuntos possuem validade genuína, e mesmo urgente, em especial a família – nenhuma delas é central à nossa fé. Nenhuma delas é o Evangelho ou é digna de empurrar o Evangelho para a periferia de nossa mensagem, nossos planos e nossas afeições. O Evangelho de nosso bendito Senhor Jesus Cristo está sofrendo hoje humilhação entre nós, evangélicos, por nossa evidente negligência a ele.

Quando pensamos sobre o Evangelho, podemos ter o sentimento de “nós já sabemos disso, ok”. Presumimos o Evangelho como garantido. Assumimos que as pessoas da nossa igreja conhecem o Evangelho, e estamos ansiosos em mudar para assuntos mais “relevantes” e “práticos”. O Evangelho está sendo colocado de lado em nossos corações e mentes em favor de uma ampla variedade de questões, tão variadas quanto a fragmentação do evangelicalismo, ao mesmo tempo em que o coração e a alma de nossa fé caem em obscuridade através da negligência. Os mistérios sagrados da encarnação, cruz, ressurreição, ascensão e do reino celestial do nosso Senhor, os grandes temas da eleição, propiciação, justificação e santificação, o poder e o engano do pecado, o significado da fé e arrependimento, nossa união com nosso Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, o valor infinitamente superior de nossa recompensa celestial em comparação ao que essa vida tem a oferecer (incluindo a vida cristã), o julgamento final e a eternidade – esses temas gloriosos que repousam no centro de nossa fé, que fizeram a igreja grande em seus grandes momentos do passado, e que podem fazer o mesmo para nós hoje, se os recuperarmos e trabalharmos neles confiante, piedosa e biblicamente – esses tesouros infinitamente preciosos estão sendo evitados em favor de questões legítimas, mas secundárias. Nós devemos guardar a centralidade do que é central.

Nós não deveríamos pensar: “bem, é claro que temos o Evangelho. A Reforma o recuperou para nós”. Essa complacência nos custará caro. Toda geração de cristãos deve reaprender como novas as verdades básicas da nossa fé. A igreja está sempre a uma geração de distância da ignorância total do Evangelho, e hoje estamos fazendo um progresso rápido em direção a este objetivo catastrófico. Ao invés de relaxadamente presumir o Evangelho, devemos agressiva, deliberada, completa e apaixonadamente ensinar e pregar o Evangelho. Todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão em Cristo. Se não procurarmos intencionalmente esses tesouros, nós os perderemos.

1101060918_400Líderes e pastores, em particular, estão hoje sob enorme pressão para satisfazer às demandas imediatas do mercado à custa do Evangelho. As pessoas querem o que elas querem quando querem, ou então elas dirigirão até a Rua da Primeira Igreja de Onde-as-Coisas-Acontecem para conseguir o que desejam. Nós líderes estamos perdendo nossa coragem? Começamos a sentir que o Evangelho satisfaz as necessidades das pessoas de maneira menos convincente ou menos proveitosa? Estamos constantemente oferecendo às pessoas “Cinco Passos para (alguma coisa)” em resposta aos problemas delas. Mas não está funcionando. Para nossa vergonha, nós cristãos somos moralmente iguais ao mundo. Por quê? Uma razão é que pensamos em pequenos passos, e nossas vidas demonstram isso. Não percebemos a realidade da perspectiva de Deus. Percebemos a realidade da perspectiva de nossa cultura ímpia, e então tentamos enfiar um princípio bíblico na superfície de nossa profunda confusão. Consequentemente, muito pouco realmente muda. O que realmente precisamos não é sermos mimados, mas sermos reeducados a respeito da realidade, como ela deve ser interpretada a nós pelo Evangelho. Precisamos saber quem Deus realmente é. Precisamos descobrir quem realmente somos. Precisamos entender qual é realmente a raiz do nosso problema e qual é realmente a resposta misericordiosa de Deus a isso. E precisamos que essa nova percepção da realidade permeie profundamente nossas afeições e desejos, nos reorientando radical e alegremente a uma maneira de viver totalmente nova. Mas, se realmente sentimos que o simples e antigo Evangelho oferece muito pouco às necessidades reais das pessoas, então, no final das contas, nós realmente não o conhecemos.

7 chaves para o sucesso

“Sete chaves”

Hoje, nós evangélicos estamos sofrendo uma derrota massiva, brilhantemente disfarçada de sucesso massivo. Registrou-se que 74% dos norte-americanos com 18 anos ou mais dizem que fizeram um compromisso com Jesus Cristo, de acordo com uma pesquisa Gallup. Isso poderia sugerir um alto grau de eficácia em nosso testemunho. Mas, ao mesmo tempo – como se precisássemos de verificação disso – uma pesquisa da Roper Organization mostra pouca diferença entre a conduta moral de cristãos “nascidos de novo” antes e depois de sua conversão. Se estivermos debaixo do encanto das pesquisas de opinião ao invés das obrigações do Evangelho, que lugar há para a porta estreita e o caminho apertado? Mesmo que nossas igrejas aproveitem uma medida de sucesso exterior, continuamos sendo influenciados, não influentes, enquanto mudarmos nosso fundamento dos caminhos de Deus para os caminhos do homem, da verdade bíblica ungida pelo Espírito para as habilidades e novidades humanas. Operando de maneira antropocêntrica ao invés de teocêntrica, nossas igrejas não necessariamente falharão. Elas mantêm uma boa chance de sucesso como qualquer outra franquia. Algumas talvez se tornem populares – mas populares como o quê? Como passatempo religioso, ou como uma força para Deus?

O que você está fazendo,ó cidade devastada?
Por que se veste de vermelho
e se enfeita com jóias de ouro?
Por que você pinta os olhos?
Você se embeleza em vão,
pois os seus amantes a desprezam e querem tirar-lhe a vida.

(Jeremias 4.30)

Ó devastado evangelicalismo, por que você zela pela moda e busca incansavelmente pela sempre nova “relevância”? Por que você é tão inseguro que anseia pelo reconhecimento favorável do mundo? Eles desprezam tudo que você guarda como precioso! “Tornei-me tudo para com todos” não é licença para satisfazer os caprichos do consumidor. Somente Cristo é Senhor. Ou você se esqueceu de sua majestade? E porque você está tão orgulhosa de seus números e dólares? Quão pobre você realmente é! Volte para o Evangelho. Volte para a fonte de verdadeira alegria, vida e poder. Santifiquem a Cristo novamente como Senhor em seus corações. Acorde! Fortaleça o remanescente, pois está a ponto de morrer. Mas se você não retornar à centralidade do Evangelho como poder de Deus para a igreja hoje, então que razão seu Senhor tem para não te abandonar completamente?

Traduzido por Josaías Jr | iPródigo

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•28/02/2012 • Deixe um comentário

How He Loves – A história – por John Mark McMillan

•22/02/2012 • Deixe um comentário

Glorificando a Deus em tudo o que você fizer / iPródigo

•22/02/2012 • Deixe um comentário

Glorificando a Deus em tudo o que você fizer

por Mark Driscoll

“Viva para a glória de Deus!”. Cristãos gostam de usar isso porque somos preguiçosos e porque adoramos um bom bordão de para-choque de caminhão. Há sempre um cara que está dizendo: “Glorifique a Deus, irmão!” Mas o que isso significa? “Glorifique a Deus”.

Deus é um Deus de Glória. Deus é glorioso. Deus existe para ser glorificado. A Bíblia fala da glória de Deus como um mega-tema que aparece aproximadamente 275 vezes na tradução para Inglês, 50 vezes só no livro de Salmos.

Quando as pessoas encontram a glória de Deus, eles respondem em forma de medo, espanto, admiração, adoração, temor, respeito, convicção, arrependimento, humildade. Deus é grande, somos pequenos. Deus é bom, somos maus. Nós existimos para Deus, Deus não existe para nós. Nosso eterno Deus, Jesus, vem na história humana como um ser humano e vive uma vida que é completa, total e consistentemente para glorificar a Deus sem qualquer pecado, como nosso exemplo de como uma vida de glória a Deus deve ser vivida.

A Questão

Paulo diz que se você quiser ser um bom missionário, se você quer amar a sua cidade, se você quiser ver as pessoas sendo salvas, se você quiser ver vidas sendo mudadas, se você se encontrar em amizades e relações de trabalho com pessoas que discordam totalmente de você, e a sexualidade, espiritualidade e vida deles não está em Jesus e a Bíblia, então a pergunta que você tem que continuar fazendo é: “Será que isto vai ou não vai trazer mais glória a Deus? Será que isso glorifica a Deus?”. E se você não souber qual é a resposta, então olhe para Jesus.

Sem Jesus, francamente não teríamos nenhuma ideia de como glorificar a Deus porque todos nós teríamos princípios abstratos. Temos de olhar para Jesus, caso contrário, não saberemos como glorificar a Deus.

Olhando para Jesus

Então, a questão é como glorificar a Deus no seu dia-a-dia? Como glorificar a Deus com a sua Coca Zero, seu Sucrilhos, e quando der a seta no trânsito? Olhe para Jesus:

  • “Devo ter relações sexuais com meu namorado ou namorada?” Não, Jesus era um rapaz solteiro que era virgem, mesmo até no seu momento de morte.
  • “Então devo ficar bêbado?” Não, não, não. Jesus não ficava bêbado. Isso não glorifica a Deus.
  • Jesus mentia para as pessoas? Jesus não mentiu, não devo mentir.
  • Jesus roubou? Ele não roubou. Não devo roubar.
  • Se eu pretendo ser um cristão, como estiver vivendo minha vida, vivo para a glória de Deus, seguindo o exemplo de Jesus, que glorificou a Deus em todo tempo e de todas as maneiras.

Isso significa que você tem que ler muito a sua Bíblia e realmente estar amando e aprendendo sobre Jesus para saber como ser um bom missionário que vive em uma cultura que não é sobre Jesus. Viva nessa cultura de uma maneira que honre e glorifique a Deus em todas as coisas, inclusive comida, sexo, bebida, trabalho, amizade, poder, dinheiro e tudo isso.

Você e eu fomos feitos para glorificar a Deus

Os próximos pontos vieram do meu amigo John Piper.

1. Você e eu fomos feitos para o propósito expresso de glorificar a Deus em todo tempo, lugares e circunstâncias. Fomos feitos para glorificar a Deus. Os pássaros foram feitos para voar, os peixes foram feitos para nadar; fomos feitos para glorificar a Deus.

2. Tudo em nossa vida é uma oportunidade para glorificar ou não a Deus. Paulo simplesmente disse em 1 Coríntios 10.31: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa,” tudo, todas as coisas da vida, “fazei tudo para glória de Deus”. Assim, cada momento de cada dia você e eu tomamos decisões que glorificam ou não a Deus. Isso significa que tudo em nossa vida é uma oportunidade de glorificar a Deus.

“Glória” ≠ “Felicidade”

Alguns de vocês, então, vão dizer: “Bem, esse cristianismo simplesmente não está funcionando. Não sou saudável, rico e sábio. Não está funcionando. Como eu deveria glorificar a Deus? Como eu deveria louvar a Deus? Como eu deveria agradecer a Deus por meu câncer? Meu comportamento desinteressante, meu desemprego, minha vida falida? Como eu deveria ser feliz, louvar a Deus em todas as circunstâncias? Você está louco? ‘Glorificai a Deus em todos os momentos.’ Falido. Desinteressante. Solteiro. Desempregado. Doente. Morrendo. Glorificar a Deus. Ah sim, isso é ótimo. Isso parece ótimo em para-choque de caminhão. Tente fazer isso. Isso não funciona”.

Na verdade, funciona. Se a sua religião é sobre glorificar a Deus quando você está rico, então quando você perder seu dinheiro, amaldiçoará a Deus. Se a sua religião é sobre glorificar a Deus quando você estiver saudável, então se ficar doente, você amaldiçoará a Deus.

Jesus foi assassinado e glorificou a Deus.

“Vinde a Jesus, e ele vai tirar todo o seu sofrimento”, eles dizem. Você está brincando comigo? Você não viu o que fizeram com o cara? Ele foi espancado. Ele foi executado. Eles o assassinaram. Isso não pode ser para o nosso bem. Eles podem tratá-lo como fizeram com Jesus. E pode ser que isso não seja tão bom. Nós adoramos um cara que morreu por volta de seus 30 anos. Podemos não ter uma vida longa. Podemos não fazer uma montanha de dinheiro. Podemos não ter um cônjuge sexy. Podemos não ter alguns filhos bonitos.

Pode não ser bom. Pode ser muito difícil. Você pode fracassar. Você pode se divorciar. Você pode ter câncer. Você pode ser demitido, eu não sei. Você diz: “Bem, como eu poderia glorificar a Deus?” É possível, porque Jesus o fez.

Agora, alguns de vocês estão dizendo, “Eu não quero glorificar a Deus, eu quero ser feliz. Não quero ficar crucificado. Não quero falir. Não quero ter câncer. Não quero me divorciar. Não quero ser virgem. Fazem filmes sobre pessoas que são virgens, e são comédias. Não quero isso. Não é esse é o meu alvo.”

Somos satisfeitos muito facilmente – e por muito pouco.

Quando se trata de viver para a glória de Deus ou para nossa felicidade, tendemos a buscar a felicidade e é aí que pecamos. O pecado é quando olhamos para as nossas opções e dizemos: “posso glorificar a Deus ou escolher o que acho que preciso para ser feliz. Vou comer um bolo de chocolate inteiro. Vou beber cerveja e vou ficar nu. Eu vou ser feliz. Não vou glorificar a Deus. Eu vou ser feliz com um bolo de chocolate, um engradado e com pessoas nuas. Isso vai me fazer feliz”. É por isso que escolhemos o pecado.

C.S. Lewis, em O Peso de Glória, fala sobre isso,

Nosso Senhor não acha que nossos desejos são muito forte, mas muito fracos. Somos criaturas que se entregam pela metade, perdendo nosso tempo com bebidas, sexo e ambições terrenas, quando nos é ofertada a alegria infinita. Somos como crianças ignorantes que querem persistir na brincadeira de fazer bolos de lama numa favela, porque não podem imaginar o significado de terem recebido o convite para passar uma temporada num maravilhoso hotel á beira mar. Nós nos satisfazemos com muito pouco.

Essa é a verdade. Jesus Cristo tira nossos pecados e nos dá Deus.

  • Você poderia ter Deus! Mas escolheu cerveja sem álcool?
  • Você poderia ter Deus! Mas escolheu a nudez?
  • Você poderia ter Deus! Mas escolheu glutonaria, loucura e revolta?

Lewis diz que nos satisfazemos com muito pouco. Somos como Esaú, que trocou seu direito de primogenitura por um prato de lentilhas.

Pecado é quando vemos nossas opções e dizemos: posso glorificar a Deus ou escolher o que acho que preciso para ser feliz

Esta é a nossa mais profunda alegria

Sei que alguns de vocês estão pensando, “Mas eu quero que ele me dê um carro!” Não é um pecado ter um carro, e espero que ele te dê um carro. Espero que ele te dê um carro com rodas de liga leve. Mas eu tenho algo melhor do que um carro: Jesus vai te dar Deus. Outros dizem: “Mas eu queria que Jesus me desse um cônjuge”. Espero que ele te dê um cônjuge. Eu adoraria vê-lo se casar. Mas se ele te der ou não um cônjuge, eu tenho algo melhor do que isso: Deus.

Jesus nos dá Deus. Deus é o nosso maior tesouro, o nosso maior prazer, a nossa mais profunda alegria. A nossa felicidade mais profunda é que Deus nos ama, que Deus nos conhece, que Deus cuida de nós, que Deus se entregou por nós e que começamos a viver para sua glória. Não é o que nós temos, mas o que nós conseguimos. Nós conseguimos, finalmente, fazer a única coisa para a qual fomos feitos: para glorificar a Deus.

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Eu sou o carnaval

•17/02/2012 • Deixe um comentário

por Josaías Jr.
Uma música baiana popular deixou muito evangélico desconfiado na década de 90. Naquele tempo, as igrejas batistas (ao menos aqui em Brasília) começavam a viver a paranoia que muitos escritores populares provocam nos evangélicos quando falam de batalha espiritual. Tudo o que era popular corria um grande risco de ser fruto de um “pacto com o diabo”: Família Dinossauros, Jaspion, Fido Dido (um personagem que ninguém com menos de 25 anos conhece), Cavaleiros do Zodíaco, O Rei Leão e, claro, O Canto da Cidade, de Daniela Mercury.

Por que essa música atraía a atenção dos guerreiros da luz de plantão? Primeiro, por que estava na moda (como o Fido Dido). Segundo, por que na música Daniela Mercury praticamente personificava o carnaval dizendo: “Não diga que não me quer / Não diga que não quer mais / Eu sou o silêncio da noite / O sol da manhã… Mil voltas o mundo tem / Mas tem um ponto final / Eu sou o primeiro que canta / Eu sou o carnaval…”.

Não vou falar sobre pactos com o inimigo (enfim, não existe base bíblica e prefiro não ir além do que foi revelado), mas a letra realmente tem um tom sinistro. E, vista sob esse ângulo (seja ele verdadeiro ou uma viagem), ela lembra algo sobre o Carnaval. Muito dessa “festa popular” realmente tem por trás o inimigo do Senhor, que veio para matar, roubar e destruir. Não falo apenas da luxúria, do mau uso do dinheiro público ou da violência dessa época. Mas da própria essência do que se comemora.

Antes de falar do Carnaval, quero mencionar um episódio fantástico de uma série fantástica chamada Community. Em um episódio de fim de ano, Abed, um dos personagens da série, entra em uma busca para descobrir o sentido do Natal. Parece piegas, mas o episódio é justamente uma paródia do tipo de filme que você associou quando falei em “descobrir o sentido do Natal”. No fim, Abed descobre que o sentido do Natal é procurar o sentido do Natal.

O episódio é engraçado e genial¹. Mas há uma mensagem colateral. E ela diz que o dia 25 de dezembro foi tão esvaziado do seu significado que cabe a nós dar um jeito nele, impondo nossa própria versão do que é essa festa. Porém, como bons pós-modernos que somos, nossa resposta não satisfará, e sim a busca por ela. Resumindo: você está correndo atrás do vento porque tudo é vaidade. Mas continue correndo, que faz mais sentido que ficar parado.

E isso tem muito a ver com o Carnaval.
Todo carnaval tem seu fim?

A origem da festa é remota. Alguns a associam a rituais dedicados ao deus Baco, chamados de Bacanal. Pelo nome, já podemos saber que o que se passava nesse festival dispensa explicação e não recomenda imaginação. Outros ligam o carnaval à Saturnália², uma festa dedicada ao deus Saturno, que envolvia diversão, jogos, licenciosidade e por aí vai. Historiadores dizem que havia certa subversão da ordem social, com escravos sendo tratados de maneira semelhantes aos seus senhores por alguns dias.

A Quaresma (período entre a quarta-feira de cinzas e a Páscoa) também pode estar ligada ao surgimento do Carnaval. Por ser um período de jejum e contrição, representando os 40 dias de Jesus no deserto, diz-se que muitos cristãos consumiam as bebidas, guloseimas e alimentos nos dias que o precediam. Até falam que o nome da festa vem de “carne”, não daquela carne que Paulo menciona em seus textos, mas da carne que era consumida ou jogada fora nesses dias.

O carnaval de hoje é esquisito porque ele não parece comemorar nada. Não estou dizendo que os motivos para comemoração dos seguidores de Baco, Saturno e do Romanismo eram dignos. Mas eles eram motivos. Se pararmos para pensar, o que celebra hoje o carnaval?

Veja – no dia 25 de dezembro, celebra-se o nascimento de Jesus (em alguns lugares apenas na teoria, mas a questão é que há um motivo). Em junho, celebram-se os santos. Podemos não gostar e alguns podem apenas celebrar o fato de comerem comida de festa junina, mas sabemos que são os santos que são lembrados. Já em setembro, é a vez da independência do nosso país. Novamente – pode ter sido uma independência meio fajuta, mas é o que se comemora. Dia do trabalho, celebramos o trabalho. No dia das mães, agradecemos pelas nossas mães. No dia da secretária, pelas nossas secretárias. Nos aniversários, pelas nossas vidas. E por aí vai.

“No carnaval, o povo faz a maior festa popular do mundo”, alguém pode dizer. “É só alegria. É o ponto alto do ano”, uma chicleteira pode opinar. “É a festa onde não há pobre nem rico”, diz o iludido. De qualquer forma, a questão não é respondida. Não há um alvo para que o carnaval aponta. Não há um motivo. Baco foi esquecido, o calendário litúrgico não é mencionado pela maioria dos foliões e quem é Saturno?

O carnaval é uma festa curiosa por isso – não há propósito, não há motivo de comemoração. Celebra-se simplesmente o fato de se estar celebrando. A “alegria” não tem causa nem objeto pra se alegrar. É uma festa que existe voltada para si mesma. É carnaval porque é tempo de carnaval e por isso comemoro o carnaval. Todo carnaval tem seu fim, mas o carnaval mesmo não tem qualquer fim.
Por que eu sou o carnaval

A Bíblia ensina que o homem deliberadamente suprime o conhecimento de Deus, na tentativa rebelde de tornar-se autônomo e enxergar o universo por seus próprios olhos. Tentando tornar-se sábio, ele esvazia a vida de seu significado e torna-se louco. Ao tirar Deus do centro de tudo, precisa preencher com o que mais se parece com ele – a criação. Ele acaba adorando outros homens, animais e coisas inanimadas. Mas, no fim, é a si mesmo que ele tenta satisfazer.

Podemos nos curvar a homens, animais, dinheiro, sexo ou fortuna, mas, quando caem as máscaras dos ídolos, é a nós mesmos que nos ajoelhamos. Achamos que certo “redentor” nos tirará da insatisfação. Às vezes, podemos até dar a ele o nome de “Deus” ou “Jesus” e continuarmos no centro do nosso mundo. É por isso que creio que não há nada mais parecido com o carnaval que a idolatria.

Como já disse, o carnaval é o único feriado que celebra o próprio feriado. Ou seja, nada é comemorado ou lembrado. É idólatra e vazio por natureza. Como Abed tentou fazer com o Natal, cabe a cada um procurar um sentido nessa festa da vaidade. E já que não conseguimos, o jeito é entrar num estado de euforia que dura alguns dias. Sacrificamos nossos bens peregrinando até Salvador ou na cidade do Cristo Redentor (que ironia), vestimos seus trajes sagrados e participamos da celebração do nada.

Um amigo meu brincou: “se o carnaval é vazio, então enche de novo o copo”. Nada mais verdadeiro.

Com isso, não quero levantar o ódio ou desprezo por conhecidos, amigos e parentes que veem essa festa como o auge do ano. Quero que nos lembremos deles e oremos por eles. Que, ao recebê-los na quarta-feira de cinzas nos lembremos de que, como Salomão, eles procuravam a alegria:

Disse eu no meu coração: Ora vem, eu te provarei com alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade. Ao riso disse: Está doido; e da alegria: De que serve esta?
Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne (regendo porém o meu coração com sabedoria), e entregar-me à loucura, até ver o que seria melhor que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu durante o número dos dias de sua vida. E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; mas o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e esta foi a minha porção de todo o meu trabalho.
E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol. Eclesiastes 2.1-3,10-11

Que nos lembremos de que por trás da máscara dos ídolos, há um coração vazio como o carnaval, em busca de um sentido, do fim da injustiça, da alegria eterna e duradoura, de algo que está além do sol.

Que nos lembremos outro ser também se esconde por trás de Baco, Saturno, das imagens de santos, do Sexo, do Vício, e dos falsos salvadores/redentores – o pai da mentira, da autonomia e dos ídolos.

Nesse carnaval, dediquemos nossos corações a voltar-se para aquele que é o princípio e o fim de tudo o que há. Aquele que promete verdadeira alegria, que promete encher-nos verdadeiramente com seu Espírito, que nos dá um sentido para comemorar tanto o passado, quanto o futuro. E que essa mensagem esteja em nossas mentes ao encontrarmos os foliões que retornam das festas.

Se antes, o povo comia e bebia porque os dias tristes estavam chegando, que hoje comamos e bebamos para a glória de Deus. A verdadeira festa vem. E o alvo de é o Pai.

Neste monte o Senhor dos Exércitos preparará um farto banquete para todos os povos, um banquete de vinho envelhecido, com carnes suculentas e o melhor vinho.
Neste monte ele destruirá o véu que envolve todos os povos, a cortina que cobre todas as nações; destruirá a morte para sempre. O Soberano Senhor enxugará as lágrimas de todo o rosto e retirará de toda a terra a zombaria do seu povo. Foi o Senhor quem disse!
Naquele dia dirão: “Esse é o nosso Deus; nós confiamos nele, e ele nos salvou. Esse é o Senhor, nós confiamos nele; exultemos e alegremo-nos, pois ele nos salvou”. Isaías 25.6-9 (NVI)

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Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos o sentidos … Cristão Praticante

•17/02/2012 • Deixe um comentário

Um Cristão Verdadeiro é uma pessoa estranha em todos o sentidos.

Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu;

conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver;

espera ir para o céu pelos méritos de outro;

esvazia-se para que possa estar cheio;

admite estar errado para que posa ser declarado certo;

desce para que possa ir para o alto;

é mais forte quando ele é mais fraco;

é mais rico quando é mais pobre;

mais feliz quando se sente o pior.

Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento

(A.W Tozer 1897-1963)

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