Parábola do Casulo

Duas lagartas teceram cada uma seu casulo, Naquele ambiente protegido foram transformadas, em belíssimas borboletas. Quando estavam prestes a sair e voar livremente, vieram as ponderações. Uma borboleta, sentindo-se frágil, pensou consigo. “A vida lá fora tem muitos perigos. Poderei ser despedaçada e comida por um pássaro. E mesmo se um predador não me atacar, poderei sofrer com as tempestades. Um raio poderá me atingir As chuvas poderão colabar minhas asas, levando-me a tombar no chão. Além disso, a primavera está acabando e se faltar o néctar? Quem irá me socorre?” Os riscos de fato eram muitos e a pequena borboleta tinha suas razões. Amedrontada, resolveu não partir. Ficou no seu protegido casulo, mas como não tinha como sobreviver, morreu de um modo triste, desnutrida, desidratada, pior ainda, enclausurada pelo mundo que tecera. Após essas considerações.
– A outra borboleta também ficou apreensiva, tinha medo do mundo lá fora do casulo, mas amou a liberdade mais dos que os acidentes que viriam. E assim, partiu Voou em direção a todos os perigos. Preferiu ser uma caminhante em busca da única coisa que determinava. A sua essência!

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~ por sementesophia em 19/08/2010.

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